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terça-feira, 28 de julho de 2015

QUERIDO PAPAI


Ao ver a tua meiga criancinha
Teus lábios franzem em sorrisos mil
Ao contemplar teu filho a cantar
Louvando a Deus no grupo infantil

Sorria ainda mais ante esta benção
Porquanto a voz de Cristo te acalanta
Dizendo-te "o perfeito louvor
São extraídos dos lábios da criança"

E tu que vês teu filho alegremente
Sentado neste grupo juvenil
Erga a mão aos céus e diga assim:
Sou o mais agraciado do Brasil!

Pois vês o teu menino prazenteiro
Louvando a Deus de todo o coração
Cantando neste grupo juvenil
Guardado deste mundo de ilusão


Ao pai que tem o filho ou a filha
Cantando no grupo da mocidade
Agradeça a Deus por vê-lo aqui
Louvando-o ainda em tenra idade

Porquanto, Satanás visa os jovens
Querendo-lhes roubar o seu vigor
Mas podes ver o teu querido filho
Neste conjunto engrandecendo ao Senhor

E aos pais que ao olhar cada conjunto
Não pode contemplar os filhos seus
Não tomem mais a culpa sobre si
Entrega-os tão somente para Deus

E aqueles pais que tem os  seus filhos de colo
Ensine-os  no caminho que andarão
E quando eles vierem a crescer
Diz a Bíblia que jamais desviarão

E agora em nome de cada pessoa
Desde a criança até  o ancião
Parabenizo os pais desta igreja
Por seu carinho, amor e dedicação

Todavia, tua principal virtude
Como pai e como amigo até
Foi nos lúgubres caminhos desta vida
Ter-nos firmado com a âncora da fé

Queridos pais, muito obrigado!


autoria: Leila Castanha


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

RECONFORTO


Às vezes me flagro a cantar teu canto
buscando ouvir tua voz;
E finjo ouvir o teu riso, que corta-me a alma  
qual rude algoz

 Me lembro dos passos pesados,
Que tinhas outrora no sôfrego afã
E penso na tua vivência,
 primada na crença da vida cristã

Eu leio os teus muitos poemas
e tento aprender suas ricas lições
E faço os meus versos amigo
Buscando nos teus minhas inspirações

Assisto com franco sorriso
 a família falando dos exemplos teus
Assim, a ausência acalanto,
Quando a solidão rouba os esteios meus

As fotos, amigas leais,
me embalam caladas na hora da dor
Revejo momentos sublimes
Gozando teu doce e paterno amor

Procuro o teu nome na Net
E sinto tua vida a alvorecer
No nome dos caros amigos
Que em tua vivência fizestes crescer

Não sinto a saudade doída que tanto temia
quando nos deixastes
Mas gozo da doce ausência
Embalando a certeza de que descansastes

E um dia, irei desta vida
 e então olharei dentro dos olhos teus
Irei abraçar-te apertado,
E viver ao teu lado, juntinho de Deus.

Leila Castanha

2015

domingo, 3 de novembro de 2013

MEU HERÓI





Eu tive um pai do qual muitos, apesar dos seus intuitos, não puderam jamais ter
Um amigo mui presente, que quando eu bem carente, a mão vinha me estender
A mão forte e amiga ignorava a fadiga pra poder me acalantar
De mim jamais se ausentara e também nunca negara seu amor me ofertar

Quando era pequenina, sendo eu 'inda menina, na vida estando a crescer
Sua presença a mim grande, qual guarda-costas gigante, presente a me proteger
Sua voz tão grave e forte apontava-me o norte para que eu não errasse
Mas, embora com amor, me educava com rigor, pra que segura eu andasse

Com carinho me guiava e com vigor trabalhava pela minha educação
Lápis, caderno, borracha, no lanche suco e bolacha, nunca faltou provisão
A roupa sempre obtive, pois com seu suor eu tive as coisas que precisei
Se hoje sou o que sou, eu devo a esse senhor tudo quanto conquistei

Pobre, mas sempre nos trilhos, com esposa e muitos filhos, nunca nos desamparou
Sempre proveu o alimento, todo tipo de sustento e a família amparou
Ele foi homem honrado, um caboclo arretado, que cumpriu sua função
Cuidando  dos filhos seus, com a ajuda de Deus e muita dedicação

Sei que pra muitas pessoas, esta data nada soa porque não tiveram pai
Apenas progenitor, desconhecido senhor, além disso nada mais
Mas eu tive a alegria, de vir ao mundo um dia, sendo privilegiada
Quem teve um pai como o meu, pode saber por que eu me sinto abençoada

Agradeço ao Deus do céu, por ter me sido fiel, me fazendo jubilosa
Dando-me ao coração esta grande sensação de sorte maravilhosa
Por ter um progenitor, cuja hombridade e valor, foi algo fenomenal
Um homem mui dedicado, cujo amor. abnegado,  me foi incondicional.

Obrigado meu senhor, pelo teu grande favor e tua imensa bondade
 Por ser desse homem fruto, cujo amor inda desfruto nos recantos da saudade
Nem sempre a vida é bela porque há agruras nela, como a morte que nos trai
Porém venço em oração, conforme a educação que recebi de meu pai

E este é  meu legado, ser  qual filho aventurado àquele a quem eu gerar
Ser muito mais que tutora, não simples progenitora, mas o meu filho amar
 Dar a ele um lar cristão, e do meu pai a lição os meus lábios ensiná-lo
Qual meu velho ser esteio, a Bíblia ser o luzeiro que a Jesus irá levá-lo

E assim eu terei feito minha missão com efeito a exemplo de meu velho
Que somente o bem me fez, e agora é minha vez de pagá-lo o ato belo
Criarei os seus netinhos com turbilhões de carinhos sendo uma mãe de valor
 Em meu pai tendo a cartilha, que os levará para a trilha cujo fim é o amor.

Leila Castanha
10/2013





segunda-feira, 10 de junho de 2013

TRIBUTO AO PAI




 Sala que se cala...

Falta gargalhada alegre,
Invadindo os corações.
Sons dos passos, cansado
... Que não ouve-se mais.

Gargalhadas do molho de chaves,
Como a festejar, sua entrada triunfal casa adentro.
Livros descansados na mesa da sala,
No vai e vem de suas leituras diárias.

Café da manhã... Não ouve sua voz,
Sua caneca preferida, tilintar dos talheres,
Alegria na mesa, bate-papos descontraídos,
Cadeira a esperar, aquele que já não volta.

Sons do Teclado...
Palavras a borbulhar em poesias e prosas.
Olhos cansados, mirando a tela,
Partilhando seus doces e genuínos pensamentos.

Aquela... Que por muitos é esquecida,
Por ele, muito consultada,
Lida e relida,
Recolhe-se na estante, outrora preferida.

Tilintar da tesoura, faceira
Na mão do artista preferido,
Dando forma as madeixas,
Acalentando corações entristecidos.

Poeta do amor...
Esta semente em nós plantou,
Bons exemplos nos deixou,
Ser honrado, justo e leal.
Com orgulho, seguiremos os passos seus.

 
Liliane Castanha

Laerço dos Santos (Poeta do Amor)
(13/09/1944 – 12/06/2012)
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

MACEIÓ, TERRA DO MEU AMOR!

Maceió-AL

Sou nascida nesta terra onde há encantos mil
Cujas águas lhe concede o respeito do Brasil
Rodeada por seus mares que convida os estrangeiros
Ela  é, sem qualquer dúvida, orgulho dos brasileiros

Eu nasci em Maceió, a Terra dos Marechais
Onde há praias formosas dentre muitas coisas mais
Cuja beleza eu ouvia tantas vezes ser narrada
Porque nasci em seu chão, mas em outro fui criada

Mas inda assim tenho orgulho da beleza altaneira
Que fascina o estrangeiro e a gente brasileira
Cujos coqueiros  famosos sombreando à beira mar
 Convidam  todos praianos  o seu corpo à  bronzear

Há um povo acolhedor, que preserva as tradições
Ainda que os tais  precisem ir para outras nações
Levam consigo o brasão, como bons republicanos,
“De nascença, brasileiros, e de honra  alagoanos”

Não creio que há no mundo um povo mais orgulhoso
De nascer em um lugar com um sol maravilhoso
Rodeado pelos mares, pelos rios  e as lagoas,
Abençoado é, de fato, quem nasceu nas Alagoas

Terra boa, invejada pelas praias deslumbrantes
Das águas o Paraíso, do poeta ricas fontes!
Só a vi até os quatro e nunca mais pude vê-la
Mas meu pai, que Deus o tenha, não me deixou esquecê-la.

Pois o orgulho que sinto da Terra dos Coqueirais
Devo as histórias narradas pela boca de meu pai
Por isso todo o apreço que revelei nesta hora
Expressados nestes versos, dedico à sua memória

Pois viveu a sua vida dedicada a te amar
Ó Alagoas querida, quanto louvou o teu mar!
Suas praias e areias por ele tão versejadas
Foram com sua pessoa igualmente  sepultadas

Não digo, foram esquecidas com o seu sepultamento
Pois ele nunca apagado foi de nosso pensamento
Mas tua graça Alagoas, e capital Maceió,
São com seu nome unidos tal qual uma coisa só

Porque embora o meu pai foi ver o nosso Senhor
Pois em seus braços robustos a morte já o levou
Viveu a vida em saudade de sua terrinha boa
E não partiu sem o abraço de sua bela Alagoas

Pois em vida só falava em para ti retornar
Não partiu sem o regaço das areias de teu mar
A distancia de teus braços lhe feria o coração
Na morte, feliz partiu,  guardado sob o teu chão

Guarde com graça o seu corpo como cuidas do oceano
Pois além de brasileiro é um filho alagoano
Como prova desta honra que nossa aliança encerra
Teu filho jaz em teu seio,  plantado em tua terra.

E por isso eu dedico meu coração a teus mares
Pois nesta vida em ti, foi firmado os meus pilares
Pois nascendo em ti teu filho, sendo meu progenitor,
És terra dele, Alagoas, és terra do meu amor!

(Em ti jaz alguém a quem muito amei, MEU PAI, Laerço dos Santos, 67 anos, cidadão brasileiro, filho de Maceió, Alagoas.)


Autoria: Leila Castanha
02/2013