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sábado, 4 de junho de 2022

LINHA TÊNUE

Imagem extraída de https://br.freepik.com


 Na tentativa de tecer em versos meus pensamentos, estes tecem-me tentando diversificar minha maneira de pensar.

Apenas o que verso são diversos pensamentos que tentam diversificar-me...
Surto. 
Surto na engrenagem do saber ou na loucura do pensar (?)


Neide Castanha
26/11/2013

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

DESALENTO



Imagem extraída de https://olhares.sapo.pt/nos-degraus-tristes-do-desalento-foto9438749.html


Espelho oculte a minha face!
Desenhada está da labuta da vida;
A caminho tiranos, levou-me
Quando dei por mim a juventude finda.

Meu caro lhe digo com certeza
Tudo que é bom, um dia chega ao fim.
Prateados cabelos prenunciam a velhice
Experiências apenas é o que restou enfim.

Espelho entenda o meu drama!
Quando acordei já era anciã.
Tudo que aprendi levarei comigo
O que não vivi, viverei amanhã.

Liliane Castanha



NO PRINCÍPIO


Imagem extraída de https://ornitorrinco.net.br/as-origens-do-mundo-ce6987956ef


No princípio houve dos céus à Terra a criação

E a Terra era sem forma e vazia;

Faltava nela alguma transformação

E Deus que tudo vê, já bem sabia



Na face do abismo havia escuridão

E Deus  chamou de dia a luz, por sua vez

E Para o escuro deu-lhe outro nome então

E noite lhe chamou e estrelas nela fez



Faltava colocar na Terra a natureza

As flores, frutas, seres humanos e os animais

E Deus assim criou essa grande beleza!

Isso não é demais?




Autor: Roberto Simão

Extraído do blog "Terra, céu e mar")

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Incerto seria chegar ao fim...



Imagem extraída de https://wsimag.com/pt/bem-estar

Que fim se nem mesmo o planejei?
Não tive o cuidado de coloca-lo no borrão
Prende-lo às sete chaves
E, por fim, ter certeza das minhas incertezas...

Ver os botões das rosas desabrocharem
 Se nem mesmo a cuidei.
Ah, meu caro, a vida não em manual.
A busca milimetricamente planejada
Continuará sendo de incertezas concretizadas.
Quando será que terei a concretude
Dos meus sonhos e anseios!?
Voltaria a sonhar e sonhar...
Espirais que se dissolvem ao vento

Afinal, a única certeza que tenho
É a incerteza do passageiro e do efêmero.

Autora: Liliane Castanha

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PALAVRAS


                                                             https://lcmtreinamento.com.br


Palavras são apenas enigmas
Que tentamos decifrar
É o som que quebra o silêncio
ao mergulhar em meu Eu.
Na busca do sentido, imerjo
em minhas entranhas.
Me deparo com a palavra 
CALMA... Descansa minha alma.

Autoria: Liliane Castanha



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

SOU O QUE LEIO


Quero eu crescer no intelecto, na cultura
Ver o mundo em volta, possuir a estrutura
Para com engenho em palavras desenhá-lo.
Qual janela mágica o saber a mim, abrir-se
E o  conhecimento de minh’alma, esvair-se
Com arte este mundo em palavras figurá-lo.

Quero ser completo, qual Camões, em eminência;
Galgar desses poetas, qual Drummond, a excelência,
De Manoel  Bandeira,  copiar a trajetória.
Ser simples, mas fecundo ao formar os versos meus,
Exato na linguagem:  Casimiro de Abreu.
Com arte e engenho  alçar voo rumo a glória.

Ser ávido nas letras, e veloz no entendimento;
Fazer-me experiente e possuir discernimento;
Valer-me das palavras que nos livros cultivei.
Notar as entrelinhas qual leitor proficiente;
Alimentar a alma e cultivar a minha mente,
Ser bela qual poema, em cujos versos me estribei.

Leila Castanha
2014







domingo, 21 de setembro de 2014

Diga-me


bela primavera enfeita a minha vida
Ações recompensadas da busca  com ardor
Não valem a beleza das flores que eu ganho
Mas tudo fica belo, se dizes: Eu te amo!

Os Pássaros cantando em sinfonias belas
O sol irradiando me envolve  em  seu calor
Mas só  tua lembrança me basta e me inflamo
Pois arde em mim o peito, se dizes:  Eu te amo!

O outono decidido  renova em mim a vida
O vento faxineiro, me limpa toda a dor
Mas não gozo saúde,  sem ti,  tristeza ganho
Porém, logo me curo  se dizes :  Eu te amo!

O inverno chega frio e o coração congela
O medo me consome por nada me aquentar
Porém, quando me tocas, qual chama me  inflamo
E cresce em mim o fogo, se dizes:  Eu te amo!

Leila Castanha

09/2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

ARQUITETOS DO SABER


Imagem extraída de Pinterest


Casas de alvenaria sem retoque de pintura
Tijolos bem à vista poluindo a beleza
Janelas de ferrugem corroídas pela vida
Com vidros a faltar, e expondo-lhe a pobreza

Por dentro a desordem de um lar sem estrutura
As vidas acabadas como móveis desgastados
Faltando o ornamento de um lar em equilíbrio
Restando nela vidas, resquícios desprezados

São essas sobras feias, esculpidas na miséria
Que chegam na cultura escolar, sem aparência
São casas acabadas pela falta de cuidados
Tão cheias de desgastes,  cobrindo-lhe a essência

Em meio a beleza da cultura escolástica
Se encurvam , pobres casas, tão abaixo do ideal!
Se abri-las, velhos móveis, deformam a parte interna
Que foram mobiliadas pelo exemplo do real

Mas, vindo um arquiteto lhes sonda as estruturas
Recuperando nela  o bem que lhe restou
Os móveis velhos trocam, a pintura lhe restaura
Ao dar-lhe nova forma, nova casa se formou

A nós, dignos mestres, é o chamado do arquiteto
Sondar as velhas casas que nos chegam a ruir
Designers desta vida, inspiremos  as mobílias
E casas suntuosas, dos casebres vão surgir.







sábado, 30 de agosto de 2014

QUEM AMA NÃO PERDE


Imagem extraída de https://quemdisse.com.br/frase/quem-ama-nao-perde-nunca/103695/


A perda é o maior meio de  ganhar algo na vida
Perdendo a companhia  me abraça a ausência
Na perda da coragem  vem o medo a assobrar-me
Na perda da vergonha, me advém a indecência

Se perco o doce sono me fustiga a má vertigem
E o abrir de boca insano a cabeça vem girar
Se perco um bom momento se aproxima a dura culpa
Se perco a saúde, chega a morte a me rondar

Ao ir-se os belos anos resta a mim a vil velhice
Que tem habilidades em roubar, subtrair
E indo a certeza, logo a dúvida me acerca
Se perco a coragem, vem o medo me afligir

Porém nem tudo é triste quando a perda se apodera
Porquanto certas coisas não se finda no findar
Perdi tua presença quando a morte a mim roubara
Mas tenho as lembranças que ficaram em teu lugar.


Leila Castanha

08/2013

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

LABIRINTO TEXTUAL

Escritas fatiadas, com excesso de recheio
Caindo pelas bordas, emperrando a fruição
Engasgos de palavras, vomitadas, misturadas,
Os  pontos engolidos  e cuspida  a coesão

Um show de incoerência na imagem de seus códigos;
Enigmas difíceis para os olhos decifrar
Tremendos labirintos, que nas folhas se embaralham
Não deixam  a mente livre em seu texto navegar

São ondas de vacilos, incertezas e achismos
Sintomas de um mundo não pensante, que não lê
Um círculo fechado no ostracismo e na preguiça
Que rouba da linguagem a sedução e o prazer

São linhas balançando no suéter tricotado
Mal feita a bela arte aos leitores não apraz
Não há enlaçamento para os fios, desconexos,
Em meio as rupturas seu sentido se desfaz

São crias de pais faltos de suporte ou de bom senso
Crianças desprezadas, que nem sabem o que são.
Copistas, enganadas pelos aios da cultura,
Pseudo-estudantes, numa escola de ilusão

Leila Castanha
08/2015





quarta-feira, 30 de julho de 2014

RETRATO

Apenas Yves seria Saint Laurent.
Apenas Coco seria Chanel.
Valentino, de Clemente Ludovico Garavani, não teria o vermelho por cor.
Já não os caberia o trapézio, o rosa, o plissado.

Ícones, apenas ícones...
O que importa é o símbolo que seus nomes carregam.

Que nosso primeiro nome indique o caminho de nossos ícones e que estes sejam compreendidos sem nos anular a essência.



Neide Castanha









quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ser Implícito


Não digo o que penso sobre os outros
Nem penso  no que vê minha visão
Pois há uma verdade-irreal
Por trás de cada ser  e cada ação

As pessoas são leitura a serem feitas
O implícito em seus textos  é profundo
Errado é o julgar segundo os olhos
Ao homem, o Mistério deste mundo

Por isso que um ato não se fecha
Apenas nele para um parecer
O erro e negativo numa hora
É o impulso para em outra alguém crescer

O ditado pelas leis comunitárias
Para alguns é mui difícil de aceitar
Mas, são esses que em tempos oportunos
As reformas poderão alavancar

Não é  burro, o que burro  não se acha
E que pela consciência o saber busca
Burro é o que do “burro” toma a honra
Com palavras que seu brilho mais ofusca

O homem é um ser em crescimento
E enganoso é o olhar o seu explícito
É ele uma metáfora infinita
Misterioso Ser, Texto Implícito

Não julgue o que vê a sua vista
Não é tão simples decifrar a alma
O burro, só é burro se assim nasce
E o ser humano empaca se houver trauma.

Leila Castanha
07/2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014

MEU AMIGO LIVRO



Companheiro em noites longas quando o sono me largava
Em viagens bem distantes do chão vinha me tirar
Poderoso e altaneiro, suas asas me elevavam
Nada no mundo podia do seu poder me livrar

Já fui longe, temerosa, junto ao pé de Dom Quixote
Com seu amo subalterno, Sancho Pança, lhe servi
Resoluto e altaneiro, com espada sempre pronta
A  milhares de miragens, a seu lado socorri

Com Bentinho, de Machado, vi a trama da tragédia
Seu  amor enlouquecido, em ciúme converter
Capitu, pobre amiga, pude vê-la ir-se embora
Para longe do amado, na Europa falecer.

E seu filho Ezequiel, cuja  sorte a morte entrega
Foi qual morto para o pai, culpado de sua dor
Rejeitado por ciúme, com um nome a condenar-lhe
Nunca soube o que seria o paterno e doce amor

Inda penso na desgraça que Bentinho fez na vida
Apesar de passo a passo sua história eu conhecer
Prometi a Capitu, quando Bento a acusara
Sua honra e honestidade sempre haver de defender

Já estive entre as matas com a bela Iracema
Vi o encontro com o branco a quem muito ela amou
Fugi com ela da tribo onde viveu com seu homem
O bravo Martin, guerreiro, por quem a vida doou

Que sofrimento avistei naquela pobre indiazinha!
Sempre que o Amor precisava para longe dela ir...
Até que um dia horrível com a criança em seu peito
Vi esperar seu amado, e em seus braços sucumbir

Chorei a dor da saudade que aquela índia deixara
Esperei Martin Soares sua amada enterrar
Deixei pegar sua filha e num barco ir-se embora
Só então que em meu mundo me permiti retornar

Porém pior desventura do que sofreu Iracema
Teve a coitada Isaura, escrava, que padeceu
Das escravas despeitadas suportou toda afronta
Do senhor, que não amava, muitos assédios sofreu

E da vida no cortiço pude ver com Aluizio!
João Romão, egoísta, contemplei a prosperar
Explorando os moradores da vila tão mal cheirosa
Bertoleza, coitadinha, só usou pra lhe enricar

Já bem rico e inserido na elite com fidalgos
Pôs os olhos na filhota do rival que conquistou
E a pobre Bertoleza entregou para escrava
Por tamanho desalento a pobre, enfim, se matou!

E Pombinha, pura moça, que tragédia lhe ocorrera!
Tão ingênua! abusaram da pequena infeliz...
Sua mãe, que ignorante, lhe doara à riqueza
Só colheu de sua escolha uma filha meretriz

E o sério português, cuja esposa venerava?
Depois de ver a baiana, da mulher sentia asco!
Enquanto a pobre sofria, na paixão ele afundava
De Rita virou amante e da esposa carrasco.

Com o bravo Fabiano e sua esposa Vitória
Os meninos e Baleia, a cadela exemplar
Pude ver naquela seca que nada lhes produzia
Homens, cujas vidas secas nunca iam prosperar

Nem se achava no direito de ser chamado de gente
Cabra, apenas, se dizia por contra a morte lutar
Seus meninos, vidas murchas, jogados ao duro acaso
Sofriam a desventura de nascer naquele lar

Não era uma casa triste nem seus pais eram vadios
Cabra macho o Fabiano, e a mulher de valor
Mas do mundo, tão estranho, nada eles conheciam
Quem sabe lá na cidade, um dia serão doutor?

Pois com toda a piedade, naquela seca medonha
Graciliano ajudou aquela gente a mudar
Saindo do anonimato, naquele local fantasma
Forçados vir pra cidade e nova sorte tentar.


Saramago me levou noutra cidade esquisita
A cegueira repentina deixou todos sem visão
Era  uma cegueira branca, mas a luz não resplendia
E aos poucos se acabava o luzeiro da razão


Ninguém podia saber se estava só no quarto
Ou se ao lado da cama outra alma ali jazia
Que horas que ali chegara e se o local era limpo
Nem tampouco quando estava sob a noite ou pleno dia

Mas, para a mulher do médico e pra mim a luz luzia
E fingindo-se de cega, a tudo ela olhava
Não sabia se era bênção ou maldição ter a vista
Que valia ela teria se sozinha enxergava?

Reparei que tal história igualmente eu vivia
Pois por vezes percebi que em meu mundo era assim.
Tantos corpos caminhando, no entanto, só eu via
Multidões indo dispersas caminhando pra seu fim

Estes são alguns dos livros que me aventurei na vida
Porém, fiz muitas viagens, mil aventuras neles vi!
No entanto, o tempo é curto e as folhas não dariam
Pra contar tantas histórias que nos livros eu vivi.

Leila Castanha
25/06/2014











quinta-feira, 19 de junho de 2014

BRINDE À SAÚDE



Imagem extraída de https://www.elo7.com.br/brinde/dp/49AC6D

    
Que dia! Os pássaros não cantam, mas minha alma os ouve
O brilho do sol é ameno, mas o enxergo com intenso fulgor
As pessoas continuam iguais, mas as vejo mais vivas
Estou feliz e não sei por que, mas não me importo com isso
O dia está lindo!

Sinto-me operante como uma máquina novinha em folha
Trabalho com intensidade e não me canso fácil.
Estou produtiva e cheia de idéias novas na cabeça,
E com motivação para fazê-las acontecer.

Estou viva e cheia de energias boas!
Sinto o sangue fluindo em minhas veias e observo cada detalhe ao meu redor:
A casa, recôndito sagrado onde vivo com minha família
O marido e os filhos, extensão de minha vida...
E, que vida! Estou feliz, e essa felicidade emana de minha alma como torrentes sem fim.
Sinto-me viva! Sinto-me forte e disposta! Sinto até vontade de brindar!

- Tim-Tim, leitor! Hoje me sinto outra!
Sinto, no restrito sentido da palavra, que estou gozando de minha saúde.
Quanto tempo esperei por esse dia!
Coisa tão ordinária, que como todas as coisas simples da vida, é essencial para se viver. Não é por acaso que a palavra-chave de um brinde é “Saúde!”.
Essa reflexão merece outro Tim-Tim!

- Saúde, leitor! Brindemos com o coração a essa deusa

Leila Castanha
17/06/2014




        

sexta-feira, 23 de maio de 2014

REFLEXÃO


 
Enigmáticas sombras

Assombras o presente

Com as sombras do passado.

Envolvendo com a assombrosa

Sombras de incertezas futuras.

 

Com o manto do passado, bates a minha porta

Fazendo intimidar com a penumbra do futuro;

Esqueces que hoje eu farei história

O ontem já não me importo

O amanhã será de glórias!

 

 

Liliane Castanha

27/11/2013

domingo, 23 de março de 2014

O TEMPO URGE


O tempo urge, já diziam os antigos 
Quando na vida ainda eu era um botão
 Tão reticente me soava esta frase
 E eu não via um sentido ou razão 

 Mas hoje longe de meus anos mais dourados
 E meus cabelos já as cãs prenunciando 
A vida urge, digo aos filhos, por clemência 
E leio os olhos deles me ignorando

Porém um dia ao olharem no espelho
Seus anos hão de ver passar tal qual o vento
Como caminhos desenhados pela face 
Virão as rugas sem licença ou argumento

A fantasia dos humanos é a vida 
Cuja firmeza é qual areia em nossa mão 
Que vindo o vento dia a dia lhe espalha 
Até por fim de volta pô-la sobre o chão. 

Esqueça a bela aparência de teu rosto 
E não te espelhe em teu vigor e fanfarrice 
Olha o passado de teus velhos, antes jovens 
E nele veja o teu futuro na velhice 

 O tempo urge, caro amigo, acredite!
 Lembre que o ontem já foi hoje para ti 
Repense a vida e seus frutos pro futuro 
O tempo passa e o amanhã  não tarda a vir. 

 Leila Castanha 23/03/2013

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

AMO-TE COMO ÉS


Amo-te como  és, do íntimo de minha alma

Tua presença restaura em mim a sonhada calma

Como és eu te desejo, teus trejeitos me alucinam

Qual deus grego os teus beijos me aquecem, me fascinam



Como és assim te amo, pois no coração não mando

Penso e meu raciocínio faz-se louco e não comando

Meus sentidos gritam alto, embora me finja forte,

E o coração  acelera como se a beira da morte



Tu és meu deus do Olimpo e tua vida me inspira 

No batuque de teu peito é que o meu pulmão respira

Desejei ser a senhora para a quem tu’alma clama

Mas tornei-me tua escrava, tua serva, tua ama



Quero-te aos pés de mim, qual dom Juan cortejando,

Tão fino, forte e gentil, com todo fogo me amando

Mas se teu jeito tão rude calca-me sob teus pés

Rendo-me a tua vontade e quero-te como  és.



Pois não aprouve o destino o direito a mim ceder

De amar quem me merece, de um cavalheiro ter

Sou vítima dos desejos que por ti enlouquecidos

Jogam-me, pois a teus pés, pelo amor já vencidos



Sê, pois, meu dono, carrasco, meu algoz e meu senhor

O chefe de minha vida, do meu corpo e meu amor

Quero-te com veemência, mas há uma condição:

Ser tua escrava, contudo, dona do teu coração.



Leila Castanha


15/12/2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

VERDADES CAMONIANAS



Amor, é ter com quem nos mata lealdade (Camões)aamões)

Por ele deixei meu mundo conhecido
Mudei meu rumo em sua direção
Entrei em nosso barco de amores
E confiei o remo em sua mão

Pois cri no que dizia o poeta
Nos versos que recito pra você:
Amor, dizia ele com engenho,
“É cuidar que se ganha em se perder”

E perco-me aos poucos em seus braços
Da vida minha hei de desfazer-me
Qual  prêmio dei-me àquele, que vencido,
Fará em sua imagem renascer-me

Serei sua mulher e servil ama
Amor, disse Camões, pura verdade:
“É servir ao que vence, o vencedor
É ter com quem nos mata, lealdade”.

Já não existo eu como antes fôra
Porquanto se perdê-lo a mim esqueço
Não posso respirar sem seu aroma
E sem os seus amores enlouqueço

Porém, do meu amor não te apiedes
Camões sabia bem o que dizer:
"Amor,  é  ferida que não se sente
É dor que desatina sem doer".

Não mente esse ilustre em seus dizeres,
Porquanto em seus versos há verdade
Com ele sinto o fogo arder-me as veias
E quero estar-lhe presa por vontade.

Leila Castanha
04/12/2013